* PAZ, HARMONIA e AMOR *

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Quando partir!




Quando partir,
levarei comigo,
todos os que estão
na minha existência,
gravados
e amados.

Todos os que a consciência
me alerta como amigos
ou inimigos.
Para estes o meu perdão,
a minha compaixão!
Para os outros
a minha consolação
e divina protecção!

Quando partir,
levarei comigo,
as coisas bonitas
que a Vida me deu;
dar amor, ser amado,
usar a gratidão,
ser fiel aos sentimentos,

Quando partir,
levarei comigo
as coisas belas
que a vida me deu…
o Amor,
os meus Filhos
e os meus Netos!

José Manuel Brazão

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Plenitude




Amanhece o dia
Amanheço
Me vejo
Ao te olhar
Contemplo
A vida entorna
Retorna
Tornamo-nos
O ciclo completa-se
Escoa a emoção
Voa
O sentir
Inominável
Somos um
Cada um
Somas

Quando miro teu olhar
A vida acontece plena
Dentro e fora de mim.
Luciana Silveira

domingo, 3 de outubro de 2010

Menino sem idade


Cada dia que passa
sinto a tua presença
cada vez mais
junto de mim,
através da tua alma,
onde recolhes
o menino sem idade,
que enfrenta este Mundo,
como um aprendiz
com a ânsia de descobrir
os mistérios da Vida!

Por isso me chamas
o menino sem idade,
porque percorri
a estrada da Vida
e pouco ou nada sei!

Aprendendo
aqui e ali,
com crianças,
jovens,
novos e velhos,
crentes na vida
com horizontes vastos,
com a tua sabedoria divina (LI)
que me façam reflectir,
corrigir
ou até renovar aquilo
que pensava estar bem
neste menino sem idade!

José Manuel Brazão

Poema baseado "no menino sem idade", que um dia a minha querida Amiga LI (Alice Barros) lembrou-se de me chamar com fundamento.

Considerações sobre quem ama

E porque sempre foi assim não quer isso dizer que sempre será. O que digo hoje pode não ser o mesmo amanhã. A brisa que hoje passeia leve pelos meus cabelos pode voltar no futuro como fúria de vendaval. Carregando consigo pó de minério que um dia brilhou. Não quero prender-me a erros idos em dias tidos como bons. A vida expressa e contida em versos me espalha e desnuda a alma presa ao corpo que acorrenta. E é quando morro que acordo para desejos e anseios. Incontinência arbitrária que atira-me ao longo da tarde. Nessa chama de fogo-fátuo é que me espreguiço e sigo. Nuances de cetim e carmim que brotam de meus lábios. E não adormeço enquanto cada palavra que ouso dizer não couber em minha boca. Ainda bebo cada gota contida nesse cálice. Manhãs inversas, tardes cálidas, noites frias. E longas, insones. Deve ser porque durmo chorando que amanheço poesia. Quem ama entende bem o que digo...

Luciana Silveira

sábado, 2 de outubro de 2010

Lágrima


Quando penso
e penso em ti,
vem a lágrima,
lágrima teimosa,
por seres generosa,
uma pedra preciosa
a decorar o meu coração!

Quando penso
e penso em ti,
vem o sonho duma paixão,
sonhada, mas por viver!

Quando penso
e penso em ti,
vem a lágrima,
lágrima teimosa,
por ver
não estares ao pé de mim!

Apenas sonho
e vem a lágrima…

José Manuel Brazão

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Amigos para sempre!


Amigos,
já não passo
sem vós!

Cada dia
quando acordo,
sorriu
porque vivo
e por ter amigos.

Grande família
Conquistada
- entre Amigos -
que me rodeia,
me conforta;
que me serena,
me dá forças,
acalenta
e me dá amor,
com seus gestos
e seus carinhos!

Que posso pedir mais?

Que Deus
me deixe continuar
o meu caminho,
sempre na companhia
do amor
e das amizades…

José Manuel Brazão

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dualidade



O corpo nega
O que a alma sente
Mente a semente

Vem de dentro da gente
Esse sentir maior

A alma tem pressa
Aperta o passo
Chega na frente

Passa por cima da gente
Sem olhar para trás

A vida pulsa
E de nós expulsa
Os nós.


Luciana Silveira

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pensar que sou!


Acordei
como um homem só!
Dou passos na casa;
vou até à janela:
admiro o Tejo!
Dou mais passos,
não encontro ideias!
Apenas a palavra “ só “.
Sento-me
e pego em poemas,
nos teus poemas!
Aconchego-os ao meu peito,
com amor;
o amor com que os leio...
Em cada um
sinto-me personagem!
Sonhos, ambições...
Por instantes
quis pensar que sou...
a personagem ...!
Apenas acordei
como um homem só!

José Manuel Brazão

sábado, 18 de setembro de 2010

Crianças em mim!


Meu anjo
seres criança
é um raio de esperança
Que guardo em mim!

Seres criança
e o meu anjo
no meu corpo e alma!

Seres criança
e teres amor por mim
me deixa sem jeito
me deixa
eternamente em ti!

José Manuel Brazão

Vejo nas crianças pétalas de amor duma flor especial VIDA.
Com isto renasce em mim a esperança e já com saudades do futuro.


A todas as crianças da minha Vida; em especial aos meus Netos e ainda Evinha, Belinha, Léo e Rafa!





Olha vou dizer-te uma coisa: acho que tu és criança mesmo! contagiado pelo querubim que está sempre do teu lado tens a alma infantil.
És muito generoso, amigo, afetuoso, sensivel, profundo, inocente como só as crianças podem se-lo! Vives a dar amor espalhando pedaços, fragmentos de teu coração além mar...para todos os lados!

beijos anjo!
Celina Vasques

domingo, 12 de setembro de 2010

Meu filho é minha maior dádiva


Assim pensas
e dizes convicta!

Tudo passa pela Vida,
desde gerar o filho,
parir, orientar,
zelar e preparar
os primeiros passos
para o caminho
Que ele irá decidir e percorrer.

Tudo isso é
a maior dádiva da Mulher.
da Mãe, de ti!

José Manuel Brazão

* Escrevi baseado numa frase de Luciana Silveira *